Sempre foi eu


Sempre foi eu.

Nunca foi o bulling que sofri na adolescência. Só me rejeitaram e me chamaram de “feia”, nunca disseram sobre meu corpo.

Foi eu quem criou uma imagem de um corpo que não é meu.

Estou cansada de brigar comigo por 25 anos pelos menos. Brigando contra minhas próprias estruturas, carregando um fardo interior de rejeição por não ser uma pessoa padrão.

Na verdade nunca soube quem realmente sou. Sou só fragmentos que não me parecem verdades.

Preciso urgente me desfazer de meus desenhos velhos de corpos perfeitos. Desfazer-me dos velhos textos que “sinto saudade daquela inspiração”.

Livrar-me mentalmente do estado de comparação com o passado, com a nostalgia de que antes era bem melhor. Hoje, eu vivo melhor, tenho mais consciência, tenho mais conteúdo e discernimento que não tive.

Ainda há muito o que aprender. Meus contatos espirituais não serão mais aqueles que tive sozinha ou quando estava com amigos. Nunca mais serão os mesmos! Tudo mudou!

Eu não sou mais a mesma já faz alguns anos! Minha mente ainda tenta reverberar com o passado, preciso deixa-lo lá, cobrar-me menos uma perfeição que não existe.

O que adiantaria se eu tivesse um “corpo daqueles”? Cheguei lá mas e aí? Não me satisfez. Preciso preencher esta sensação de falta com estes pensamentos e fatos do passado em relação a mim mesma para coisas novas, edificantes e que acrescentem ao meu corpo e espirito.

Por isso que disse que quero fazer aula de dança, quero ver até onde vou com isso. Quero sentir prazer no meu exercício. Dançar deve ser bem diferente do que um jogo de videogame.

Quero sentir minhas ancas leves e soltas novamente. Ops, fiz de novo alusão ao passado.

Quero sentir-me como uma cobra, sensualizando, sentindo-me presente totalmente do meu corpo e vendo do que realmente sou capaz.

Muita coisa mudou nos últimos quatro anos. Senti que evolui mas uma parte de mim ainda está apegada aquelas velhas historias do meu ser. Quero abandonar tudo isso e começar meus outros 35 anos restantes de uma forma diferente, intensa, vivente e principalmente mais consciente.

Querida consciencia, já não sou mais a mesma, agora evoluí e desejo me desapegar das velhas estruturas. Adeus consciencia velha, já me vejo com um novo olhar. Obrigada por tudo que fui para construir quem eu sou agora.

Obrigada.

Publicado por

Camila Moreira

Mulher, ama o conhecimento, o saber e a natureza. Formada em química, massoterapia e seu novo encontro com o Sagrado através da aromaterapia. Uma apaixonada pelas terapias alternativas e complementares e bem como pelas "logias" da vida.

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