Quando tudo começou por aqui …


Inicialmente este blog foi criado em 2007 como um diário pessoal, contando sobre minhas autodescobertas em relação a espiritualidade e minhas observações e reflexões sobre a vida e a natureza. Nesta época os blogs eram muito valorizados e através daqui, conheci várias pessoas muito legais.

Cada um visitava a página do outro, liamos os textos e comentávamos, era uma gentileza fazer isso até mesmo quando o assunto não era tocante. Tínhamos altos papos através dos comentários. Era tão divertido!

Depois dei uma sumida da escrita pois a própria vida vai tirando da gente, aqueles momentos que precisamos para colocar as idéias no lugar e, nos coloca em afazeres menos prazerosos ou as prioridades de tempo mudam. Quando retornei aqui, senti um vazio e um deserto onde ninguém mais comentava e lia o que eu escrevia.

As poucos, aos trancos e barrancos, voltei aqui para escrever e agora o sistema já não entregava como antes os posts, e para que o blog tivesse visibilidade, deve ser pago ou usamos estas tags de textos nos quais sugerem os temas para escrita.

Naquela epoca queria encontrar pessoas que tivessem também passando pelo despertar espiritual, não religioso, para compartilhar suas idéias e sensações. Aprendi então que, o caminho que trilhamos na espiritualidade, é solitário.

Depois de 2018, sinto que o mundo está tão chato, as pessoas escolhem as coisas conforme suas tribos, se não for desta, deixo de lado. Tudo virou demônio ou rivalidade política. Você não pode expressar mais nada sem tomar uma pedrada.

Até quando a humanidade viverá em blocos? Que eu saiba, somos todos um perante a Deus, ninguém é melhor que ninguém.

Estamos longe da tal unicidade pois estamos orando aguardando algo/alguém de fora nos ajudar/salvar/orientar do que assumirmos a responsabilidade própria e coletiva de mudanças pessoas, sociais e planetárias.

Sem mais.

Um portal de lembranças com a música


Músicas são portais de lembranças assim como cheiros e imagens.

Ouvi uma música dos anos 90 e lembrei-me da minha adolescência quando ouvia rádio, meu irmão chegava do trabalho e queria ouvir suas músicas no único aparelho de som que tinhamos.

Agora esta música ecoou na rádio e transportei-me para está época. Lembrei até da forma que o quarto era. Tudo parecia mais simples e o tempo parecia andar devagar.

Eventualmente me pego em lembranças da minha infância e adolescência de minha casa. Tenho notado este apego com saudades de quem eu era naquela época com minha família.

Hoje dificilmente meus irmãos se unem. Cada um seguiu seu rio da vida.

Fico pensando se há mais gente saudosista assim como eu.

Eu queria ser tudo que posso mas…


Aos cinco anos, o que você queria ser quando crescesse?

Vou começar com está frase que li recentemente:

Perguntar para uma criança o que ela quer Ser quando crescer é uma ofensa. Como se ela fosse receber um crachá de ‘ser’ só quando adulto. Isso é apagar o que ela é.

Ailton Krenak

Não quero lacrar com o título mas está frase mas trouxe-me muitas reflexões até mesmo nas quais levei a terapia.

Quando criança queremos ser tudo aquilo que queríamos experimentar. Uma hora astronauta, outra professora, outra veterinário outras mil e umas idéias que se apresentavam na brincadeira.

Este ‘ser’ era como uma roupa, que se era trocada a cada brincadeira.

Nunca soubemos responder exatamente o que queríamos ser quando adultos. A criança que fomos nos dá caminho para tudo que desejamos quando adultos e inclusive nossos dons e talentos.

Antigamente crianças eram consideradas mini-adultos, já colocavam-nas para trabalhar e cuidar desde pequenos. Hoje temos uma leve noção dos papéis do que é ser criança e adulto mas, a caminhos lentos.

Quando perguntamos sobre o que a criança quer ser, deixamos de aceitar quem ela é ali, naquele momento. O pior quando outros (pais) ditam o que a criança deve ser, estudar e o que fazer quando adulto.

Na criança está nossa essência, ela não se apaga, só se esconde, louca para que a encontramos.

Assim como eu, começamos uma carreira muitas vezes orientada e, logo após, fazemos transições para aquilo que realmente nos aspira.

Minha criança era e é muito criativa. Hoje ainda faço muito do que ela fazia. Brincar com planta, sentir cheiros, inventar arte e observar o microcosmo e o macrocosmo.

Ainda desenho, pinto, escrevo e observo a beleza da natureza como fazia no gigante quintal de minha avó paterna.

O adulto precisa olhar para sua criança novamente e integra-la em sua vida. Ela é uma parte de nós que vê beleza na simplicidade.

Que sejamos adultos eternas crianças!

Sinestesia do clima


Qual é seu tipo de clima favorito?

Particularmente adoro meias estações: outono e primavera. O clima de verão para mim só vai bem na praia, combinam, óbvio!

Como uma pessoa dotada de sinestesia, sinto os cheiros diferentes de cada estação.

Estamos no outono mas nos dias que antecederam sua chegada, já percebi o cheiro diferente no ar que não consigo por em palavras. O mesmo acontece em cada uma.

O calor do sol também é perceptível para mim. Os melhores que gosto de tomar estão na versão Outono/Inverno. Na primavera já sinto um leve ardor após as primeiras horas e no verão só se é suportável quando está próxima a água.

O brilho do sol também fica numa intensidade criando contrastes com as plantas e a cidade também estão nas meias estações.

O clima ameno me atrai mas o verão só fica tragável mesmo tomando caipirinha, água de coco e cervejinha na praia (risos).

Pode ser um misto quente?


Você está buscando segurança ou aventura?

Camila Moreira

Segurança aprendi com os meus pais, viver uma vida segura no sentido financeiro, físico e emocionalmente. Embora por ser geração Millenium, tentando viver a vida entre a segurança e a aventura.

Meus primeiros anos de jovem adulta foram de altos e baixos, dramas e alegrias também. Vivi aventuras e depois brotou-se a necessidade de segurança, material e emocional.

Não sei se todas as mulheres são assim, um momento somos “vislumbradas” e depois cansamos desta vida e buscamos segurança material e emocional. Gente, gastei dinheiro com aparências, tempo com gente que não valia a pena. Depois gastei meu tempo e dinheiro comigo, buscando minha própria segurança e para depois encontrar está segurança material e emocional.

Quando investi meu tempo e dinheiro em me autoconhecer encontrei segurança na vida e para viver. Depois disso fui só escalonando. 

Atualmente busco a segurança de uma vida confortável para viver as aventuras do dia a dia e as que escolho viver.

Observação da natureza


Quais atividades fazem você perder a noção do tempo?

O que faz o tempo passar e ao mesmo tempo sinto muita produtividade é cuidar do meu jardim e dos vasos. Como sempre adorei observar a natureza, a paixão pelas plantas fazem com que eu não veja a hora andar.

Minhas manhãs começam depois do café, quando rego as plantas e tiro as folhas velhas ou ervas daninhas. Observo se tem alguma precisando de atenção, bichinhos ou simplesmente contemplo a beleza das folhagens verdes e das flores que desabrocharam. É um cuidado diário e totalmente satisfatório. Além de tudo isso, observo os passarinhos que aparecem no jardim. É um encantamento fora do tempo da vida tão corrida e esmagadora que existe do portão para fora.

Graças a Deus que meus horários são tranquilos e a cidade que moro é pequena perto de grandes Metrópolis. Então, não preciso correr tanto para viver “perdendo horas”.