Luto e saudade


Estava aqui a procurar sobre luto, cuidados paliativos e o uso da aromaterapia e, através da leitura e os conhecimentos prévios tem me trazido recordações do hospital nos ultimos momentos de vida com meu pai. E muitas vezes eu pensei em usar aromaterapia ali e não usei por medo e desconhecimento de como agir. Ficava mais preocupada em como ele poderia sair dali e a ansiedade de como seria depois daquilo. Não sabia como agir e vivia já um luto antecipado.

Hoje ao deparar-me com um video nas redes sociais de um pai e uma menina brincando alegremente na chuva, lembrei-me do meu pai e a saudade cresceu e rolou lágrimas.

Tento não me lembrar da parte triste do hospital e manter os momentos bons com ele. E muitas vezes não choro pois o conforto da minha consciencia é de que ele vive no plano espiritual e está bem. Aqui para nós fica a sensação de distancia mas conforto com a possibilidade de existir em outro plano como sabemos que muitos também vivem por lá.

Eu aceito esta partida dele, era o momento, não há justificativas. Ele cumpriu sua missão como homem filho, marido e pai. Tenho muito orgulho de ter sido sua filha e eu agradeço imensamente por tudo que me deu nesta vida para ser quem eu sou!

Te amo infinito. <3

O que você gostaria de minguar em sua vida?


Uma reflexão de fim de ano.

E lá se vai mais um ano, 2021 foi intenso e tive muitas perdas, alegrias, autoconhecimento e reviravoltas.

Estamos numa fase de Lua Minguante e, segundo a Astrologia, nos traz a reflexão de tudo aquilo que nãos nos serve mais se vá, mingue em nossas vidas.

Já iniciei o processo de doação de roupas que não me servem mais, peças de bijuterias encostadas a tempos no guarda roupa que ficou aguardando aquele “um dia usarei” e passaram 6-7-8 anos e ainda estão ali sem uso. Sempre achamos que um dia vamos usar, mas aprendi que não devemos deixar para amanhã o que devemos usar HOJE. Devido as perdas que tive este ano, ficou muito evidente isso para mim.

Meu pai se foi em novembro e, em seu ultimo aniversário, decidi comprar um bolo pois pensei comigo mesma, vai que este seja o ultimo ano que comemoraremos juntos. E realmente foi. Meu coração está em paz e sei que ele está bem em algum ponto do plano espiritual. Outras perdas que me levaram a reflexão foram minha tia, um primo e um amigo. Todos eles são aqueles que ficamos “vamos marcar algo qualquer dia” e este dia, nunca chegou, infelizmente.

Tirando os momentos tristes tive muitos outros felizes que compensaram. Realizei sonhos e conquistei outras. Ano 2021 foi bem tranquilo perto de outros que foram muito agitados. Parecia que estava a apagar muito fogo e este ano foi como águas mansas mas que fluíram muito.

Para finalizar, quero deixar aqui o que desejo minguar o que percebi ao longo deste ano, a falta de acreditar em meu potencial, a procrastinação, a preguiça, momentos de dúvidas e sensações de subestimação e não reconhecimento do meu ser.

Afastar-me de pessoas que não me acrescentaram em nada, só me deram dor de cabeça e raiva, gente que me ignorou ou só me procurou pois “precisava” de alguma coisa. Libertar-me da culpa de ter sido enganada, ludibriada e usada por estas pessoas. Deixar ir quem deve ir sem apegar em que nível de relação tenho com estas pessoas.

Que 2022 comece com limpezas e alma lavada.

E você, o que deseja minguar deste ano ou de sua vida?

Agradeço a todos que entraram e leram até aqui.

Um feliz, próspero e abençoado 2022 a todos!

Máquina do tempo


O que você faria se houvesse uma máquina do tempo para voltar em algum período da sua vida?

Não estou aqui para retratar sobre dores ou reviver passado mas na tentativa de olhar a vida com outros olhos, uma suposição de um momento sonhador.

Se eu tivesse uma máquina do tempo ao dispor, primeiro que gostaria de voltar nos anos 90, isso mesmo, só para curtir as baladas da epoca. Tenho tanta saudade de sair para dançar sem aquele empurra e esfrega das baladas atualmente. Gente querendo te comer até mesmo distraidamente.

Eu falo de curtir o dance music nos clubs mais famosos da epoca. Não precisavamos encher a cara, era só dançar e se divertir. Havia clubes que eram permitida a entrada de mais jovens mas a balada começava cedo. Eu era criança nesta época mas quando vejo vídeos sobre isso, tenho muita vontade de ter me divertido lá.

Um momento que também gostaria de voltar era no inicio da minha adolescencia, ter me imposto mais as pessoas, ter dado menos “orelha” a quem não devia. Toda vez que olho para minha pré-adolescente, falo sempre para ela, confie mais em você e não ouça o que outros tenha a dizer. Seja rebelde! Diga não!

Penso nisso pois evitaria assim muitas coisas que deixei passar por falta de força inteiror para dizer não na hora certa e para as pessoas certas.

Ainda voltaria na adolescencia para usar umas roupinhas diferentes, menos recatada. Incrivelmente até hoje tenho receio da mostrar as pernas. Não que seja um problema para mim mas faria diferente.

Eu ainda iria um pouco antes, no final dos anos 80, quando meus avós eram vivos. Queria curtir minhas avós principalmente por mais tempo. Elas faleceram muito próximas e eu só tinha 7 anos, não entendia muito bem. Sei o quanto a sabedoria delas me ajudaram a ser quem eu sou. Queria ter “cultivado” muitas plantinhas que elas plantaram em seus jardins.

Sem ter maquina do tempo tenho mutias lembranças boas da infancia e da adolescencia “apesar DE” algumas coisas. Lembro-me de brincar na rua, das arvores gigantes de sibipiruna que ficavamos embaixo. Dos pega-pega e pique-esconde. Rodar bombril pegando fogo, corrida de bicicleta e dos altos papos até tarde na rua com a turminha.

Sonhávamos ter 18 anos só para sair a noite pois víamos os maiores indo a um baile famoso proximo ao meu bairro. A partir das 10 da noite avistávamos as pessoas subindo a rua (que era caminho para chegar neste baile), arrumados, salto alto e perfume Opps. Quasar, Krisca ou Kaiak dos anos 95+.

Tantas coisas boas não é mesmo? Já se pegaram pensando que, cada faixa etária, tem sua lembrança mais primaveril. Todas as experiencias são unicas mas que deixam saudades e um gostinho de quero mais disso.

As prioridades mudam e deixamos de ver beleza do simples, só queremos ter, ter, ter e não vivemos o momento de sermos. Quando crianças ou adolencentes estamos apenas sendo e vivendo aquele momento, imaginando um futuro que não sabemos. Agora que somos adultos somos porém só buscamos o termos de trabalhar, comer, sair, viajar, ler, crescer… o momento de apenas sermos fica para segundo plano. Deixamos de viver o presente com o que temos, não contentamos com o pouco e aí vamos adoecendo física e emocionalmente para sermos de novo.

Espero que quando estiver com 65 anos possa me lembrar dos meus trinta anos aos quais lutei muito para me tornar uma pessoa melhor, para retornar apenas ser e me preocupar menos com o futuro que “pode ser”.

Voltar ao passado é saudável de vez em quando, assim fazemos um comparativo o quando crescemos ou amadurecemos ou se deixamos de ser felizes com que somos e temos no momento.

Precisamos ser mais felizes com o que já temos dentro e fora de nós. Isso se chama simplicidade ao meu ver.

O que você acha sobre isso? Qual seria sua viagem no tempo?

Perdas: vida que se transforma


Faço aqui uma reflexão relacionado a uma conversa que tive sobre:  por que perdemos (pessoas ou coisas) se na verdade não/nunca a possuímos?

Quando falamos em perda fica a sensação de posse, meu namorado, meu amigo, meu carro, meu dinheiro. A dor da perda provém da falsa sensação de posse do ego.

Sentimento de perda são reconhecidos como uma ilusão. A vida é transitória e cíclica, se renova e transforma constantemente. Vida-morte-vida.

As perdas na verdade são mais uma chance dada a você para se renovar e reinventar. Fazê-lo despertar de algo ou algum conceito muito maior daquilo que se perdeu.

Parafraseando Lavoisier: ” Na vida-natureza nada se perde, tudo se transforma”.

Você não combina mais com meu batom e nem com o meu vestido hoje…


Ela tinha uma paixão de adolescência. Seu amor era imenso mas nunca tivera a coragem de falar o que sentia.

Era amiga dele, tinham amizade mas nunca esboçou um interesse real sobre ela, achava até que era feia para ele.
Decidiu cuidar da vida, já que era “desastrada” com este negócio de amor e paixão.
Estudou, viajou e conheceu diversas culturas. Seu sonho era escrever livros.
Escreveu seu primeiro livro sobre a vida de dois amigos que se vestiam de mulher e iam a casa de pessoas doentes que precisavam de alegria, de um conforto no coração e depois iam embora com a certeza de dever cumprido e muitas histórias engraçadas a contar. 
Ganhou prêmios pelo seu livro, viajou para vários lugares para divulgar o seu trabalho e lançou outros mais livros e livros para o mundo.
Um dia retornou a sua cidade natal. Foi convidada para divulgar seu novo livro sobre amor e relacionamentos numa livraria local.
Neste evento, em poucas palavras, falou sobre o amor e todas as pessoas a aplaudiram de pé.
Foi no meio da multidão que ela reconheceu aquele rosto, todas a lembranças do passado vieram a tona, seu coração acelerou e bateu na boca. 
Era ele! Estava ali, presente, batendo palmas e olhando com um sorriso no rosto. Ela sorriu meio entorpecida como uma avalanche de sentimentos.
E lá estava ele, vindo em sua direção, obviamente para cumprimentá-la e dizer como ela havia mudado e ficado bonita. 
Neste mesmo instante, uma moça o abraçou e seguiram até ela. Seu coração parou naquele instante tão desconcertante. Ele apresentou a namorada e conversaram felicitando sucesso e aquilo foi suficiente para deixa-la com os sentimentos estranhos e confusos.
Saiu daquele local abalada, com um misto de alegria e decepção. Bateu-lhe uma solidão pois desde da época da faculdade nunca tivera “tempo” para namorar ou pensar sobre isso. Foram poucos romances, rápidos e não tão profundos. Era a melhor conselheira amorosa de suas amigas e imaginava que acertaria na escolha de seu parceiro.
Imediatamente suas fichas caíram, estava sozinha a anos! Nunca tinha amado alguém de verdade, somente ele em seu passado.
Passou alguns dias em sua cidade, relembrando sua infância e sua juventude. Já era uma mulher e precisava pensar na possibilidade de conviver com um companheiro e compartilhar sua vida.
Numa tarde estava tomando café quando sua antiga paixão chega. Senta-se ao lado dela, ficam numa conversa gostosa e animada. Ela percebeu que ele a encarava de forma diferente.
Antes que escurecesse decidiu ir embora quando descendo as escadarias do café, ele sai e a chama de volta. Dá um longo suspiro e diz que desde a adolescência jamais a esquecera, sempre a amou em segredo e jamais teve coragem de dizer. Disse que quando ela foi embora sofreu muito, sentia sua falta, das conversas e do contato. Os anos se passaram e jamais pode esquecer o sentimento que tinha mas decidiu passar por cima e viver.
Neste instante ele se aproximou dela, olhou-a nos olhos e lhe deu um beijo longo como se nunca tivesse beijado alguém. 
Obviamente ela correspondeu ao sentimento, ao desejo e ao beijo, mas algo havia mudado. E novamente as “fichas” foram caindo.
O beijo acabou com a sensação de querer de novo. Fitou-o por uns instantes com um sorriso disfarçado nos lábios. Coçou a cabeça, olhou para os lados e para o chão e disse:
– Agradeço por declarar isso. Amei-o na mesma intensidade e o mesmo ocorreu comigo, a timidez. 
– Então, acredita que podemos dar andamento a este sentimento? – perguntou ele, feliz em saber da reciprocidade.
– Hum… quer saber a real? Acho que você não combina mais com meu batom e nem com o meu vestido hoje. 
Virou as costas, sorriu e andou pelas ruas, sentindo-se leve, pois a sua vida e sua liberdade eram maiores que aquele amor. Ela tinha aprendido a se amar durante todos estes anos e aquele amor já era algo velho que sua consciência a unia ao passado inseguro e tímido. Ela era uma nova pessoa e o velho já não a atraía mais.
Por Camilla Murer
(07/06/14)

O que você deseja para si?


O que você tem preferido?

Sentir-se preso as amarguras, ao ódio, a intolerância, ao preconceito e esta ira que consome a humanidade desde tempo seculares.

O que você tem escolhido?

Viver a sombra das pessoas, da sociedade, onde se ditam regras, normas, medos, guerra e toda uma estrutura onde o diferente ou fora da linha de pensamento é excluído.

O que você tem desejado?

Viver em mundo de paz, de alegria, abundancia e felicidade plena onde há igualdade entre os semelhantes e povos.

Mas o que você tem feito para si para que tudo isso mude?

Comece a mudar seus pensamentos, escolhas e desejos a partir de AGORA.
Perdoe quem tem que perdoar, ame quem tem que amar, deseje a paz dentro de si para assim expor ao próximo, a sua comunidade, a sua cidade e depois ao mundo.

Mude seu pessimismo para o otimismo, sua tristeza em alegria, sua depressão em felicidades.

LIVRE-SE das mazelas que lhe aborrecem neste instante. Sinta-se AGORA livre de toda qualquer doença, problema ou dificuldade, pois as oportunidades se abrem quando a MUDANÇA começa por nós.
Mudar é simples desde que você queira dar o PRIMEIRO PASSO.

Não exige muito, apenas pequenas atitudes diárias: um bom dia, obrigada, por favor, desculpe-me.
Aquele velho pensamento “e mais um dia ruim que se inicia” por um “uma dia maravilhoso e abençoado se inicia, obrigada”, EXEMPLOS simples e práticos para pequenas mudanças.

EXPERIMENTE sorrir para vida, para um estranho na rua, no elevador ou na academia.

A vida é simples basta que vivemos apenas e experienciemos de forma leve e tranquila, nos nutrindo, nos aceitando, aceitando as situações que não podemos mudá-las e nos entregar a beleza fluídica do DIVINO em nós.

O que você ainda deseja para si?