Desabafo 31


Poxa fazia maior tempão que não aparecia por aqui e principalmente para postar algo.

E, também, escrever um desabafo.

Mais uma vez agradeço aos comentários e ao carinho de todos que comentam e participam e também pela compreensão, claro.

Vocês nem acreditam tanta coisa passou e tanta coisa vem passando comigo.

Recentemente desempregada, muitas coisas acontecendo na minha vida particular que, minha nossa, sinto passada às vezes, ou elas passam quando vi,  já foram.

Tem muita coisa sendo limpa em mim, tanto por dentro quanto por fora. Tenho aprendido muitas coisas nestas limpezas interiores, reformulando idéias e conceitos importantes em minha vida. Procuro ficar mais no silêncio e solidão do que ao agito e barulho. 

Uma coisa que tem me tocado profundamente é no quesito amizades. Antes via-me uma pessoa abençoada, rodeada por pessoas que gostava muito. Infelizmente ou felizmente, as pessoas vão mostrando suas verdadeiras faces e conseguimos enxergar muito além do que elas são.

Antes estava inserida num grupo, agora me vejo totalmente fora dele. Sinto-me como um peixe  fora d´água com os assuntos, com as pessoas, até me parecem desconhecidas.

Tenho feito isso também no meu orkut, um limpeza total de pessoas, mas não por motivos particulares e pendentes a elas, mas por escolha. Escrevi ainda que não eram nada com elas e sim uma escolha minha.

Prefiro hoje a qualidade do que a quantidade de amizades, desde que me sejam caras e verdadeiras. Tive algumas decepções com algumas pessoas que inclusive afastaram-se por si só, e, subentendo que elas não fariam parte do círculo de seres que quero continuar minha estrada rumo a evolução.

Às vezes me sinto agoniada, mas, em muitas vezes, grata por estas sensações e percepções com as pessoas e fatos.

Agradeço o carinho de todos e em breve voltarei com meus textinhos.

Fiquem bem na paz do Eu.

Camila Moreira

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Relacionamentos e Silêncio


Talvez fosse mais conveniente afastar-me de todos os aborrecimentos provocados pelos relacionamentos no trabalho e partir para a sonhada casa de campo. Mas como poderia medir meu progresso se os testes ocorrem justamente nas interações?
Na jornada pessoal aquele que me difama é tão importante quanto aquele que me incentiva.

A convivência está repleta de cortes e lapidações que, vistos com olhos positivos, me fazem brilhar a ponto de receber aplausos do próprio cosmos.

Vivemos um paradoxo. Ao consumir a avalanche de informações a que somos submetidos, nos tornamos mais vazios. Vamos perdendo a capacidade de discriminar o que queremos e o que não queremos deixar entrar na privacidade mental.
O ruído provocado pelo excesso de informação esconde o chamado da alma.
Se queremos realmente nos preencher, precisamos inserir momentos de silêncio em nossas agendas.

Apreciar o silêncio é apreciar a si. Distanciar-se do silêncio é distanciar-se de si.

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