No outro plano


No outro plano
Pudesse eu em outra vida
Ter te conhecido a beira mar.
Na Luz do Sol e gaivotas a voar.
E eu a te olhar pudesse encontrar a minha vida,
Que pensava estar em outro lugar…
Em seu rosto sério vi um traço de tristeza
Seus olhos como um beijo azul
Encontrar dois elementos em um único lugar.
E eu a te olhar quis conversar,
Mas eu, nem para parar, parei…
O Sol batendo em nosso corpos
Dourando-os como d´ouro.
Olhando para o mar encontrei seu rosto.
Encontrando as ondas, seus lábios a me beijar.
A água sobre meu corpo, seus braços me envolvendo para dançar.
E o cheiro do mar, o seu perfume, sua marca.
A noite cai, volto a te ver.
Mas por outro olhar,
O olhar da escuridão, um ar misterioso, algo igual a noite sem luar.
Quando a brisa me toucou senti você chegar…
A estrela a brilhar, senti seus olhos me olhando…
E quando a Lua voltar a iluminar serão seus lábios a me beijar.
Ao amanhecer, encontro você
no raio do sol,
no reflexo do mar,
no desenho da areia,
seu nome nas rochas,
pelo cheiro do mar,
nas ondas a nadar…
Ao andar, encontro uma gaivotar a voar num choro
lembrando de seu olhar pus-me a chorar,
Por que mais aturar esta distância?
Está tão longe de chegar,
mas você tão perto… intocável.
Mas toquei em seu rosto, no seu corpo, senti o seu gosto…
Machuquei e acordei…
Acordei com o vôo da gaivota, que veio me avisar que iria me machucar…
Você me levou como um barco no horizonte para seus sonhos,
sonhos impuros e escuros.
Mas seu rosto, meu marinheiro…
Ah! Este sim, de moleque travesso.
Em seu olhar me perdi como o cantar das sereias…
Sonhei,
Sonhei pelos sete mares velejar,
velejar em teu olhar e voltar apenas para te amar.
Se a sereia te levar em seu lindo “sussurro”
Quero ser a última a te beijar,
pois quero te amar depois do “sussurro” e além da vida, da eternidade.
E depois irei escrever uma mensagem no mar
de que para sempre vou te amar…
(Camilla M. – 28/06/00)

Marinheiro estrangeiro


Como entender o que se passa no peito,
Como entender o que anda acontecendo comigo,
Sentimentos, paixão, rubor das bochechas, ardor no peito…
Peito este cheio de sentimento, leveza, um sentimento que vai lá para o infinito…
Quero olhar nos olhos, úmidos, de pupilas dilatadas, olhando-me sem dizer nada…
E chegar de mansinho, calar o silêncio com beijo molhado, apaixonado, rendido…
Colar em seu corpo, sentir o calor dele, sentir o cheiro da sua pele, seu cheiro envolvente que toma conta de meus pensamentos…
Uma loucura este desejo. Acordo e vem seu nome, seu rosto, seu cheiro… quando durmo, sonho com você… estrangeiro…
Me encanta, embala, envolve num sonho… danço com os céus, com as nuvens no pôr-do-sol… brilho como as estrelas e ilumino como a Lua nas noites de cheia…
Vem! Vem comigo, pegue na minha mão, vamos dançar colados, nos envolver no terraço e acordar entrelaçados…
Beijar tua boca, enlouquecer com teu mel… este meu cálice tão vazio… sedento de um bom vinho, antigo, saboroso, suave…
E na riqueza das safiras iguais as tuas quero erguer um castelo de areia… correr pela praia… ver o dia amanhecer e o mar acompanhando o seu olhar…azul, azulado, azulejado…
Escultura de marfim, safiras que enfeitam, fios de ouros estes seus cabelos… estrangeiro… de onde você veio?
Seu cheiro, ninguém possui igual…
Seu charme nunca vi outro igual, seu porte… marinheiro, aventureiro…
Navegue em minhas emoções encha meus olhos de água … navegue para dentro do oceano profundo de minha alma..
Marinheiro, estrangeiro… de que Luz você veio?
Marinheiro, estrangeiro, aventureiro de que mar você veio?
Camilla M. (15/02/2008.)