Milla, uma mulher sedutora


Milla, era uma mulher sedutora e ambiciosa. Ela sempre desejava o melhor para si e corria atrás de seus objetivos custe o que custar.
Vivia em sua mansão, luxuosamente instalada próxima a praia e, do alto, podia observar o movimento da rua. Lá estava ela a observar os homens correndo suados, as mulheres tomando o sol, crianças a correr e brincar e o melhor, o espetáculo que sol fazia refletindo sua luz nas águas do mar.
Ela se sentia excitada com aquilo tudo. Estava embrulhada em seu roupão de banho, e seu corpo ardia em tesão por um dia maravilhoso igual aquele e pensou: “preciso me exibir um pouco, quero ser desejada novamente.” Então, estrategicamente, apoiou-se sobre a sacada e deixou seu roupão abrir lhe revelando a cor natural de seus seios ao sol. Parte de seu corpo ficava amostra e a outra somente para quem quisesse ver. De corpo quente, sentiu que vários olhares lá de baixo lhe comiam e ela sentiu-se feliz com isso.
Estava esperando por seu amado mas como a safadeza corria-lhe as veias, de vez em quando, gostava de se expor para alimentar seu ego extravagante.
Entrou para sua luxuosa casa, ficando apenas nua e pôs-se a desfilar pelos cômodos, tendo como lembranças a ultima noite de prazer que tivera. Ardentemente desejou que ele estivesse ali de novo, para saciar o desejo que a consumia novamente.
Assim, serviu-se de um drink para refrescar sua memória, brincando com o gelo sob a linga e esfregando sobre seu corpo. Ela o imaginava ali, como estava ontem em seus braços fortes e quentes. Subiu um arrepio sobre seu corpo e seus seios e pelos estavam ouriçados, mordeu os lábios ao lembra-se do momento do orgasmo, que foi quente e de tamanha explosão que jamais havia sentindo. Então, sorriu interiormente, satisfeita com a lembrança.
Milla, se sentia uma mulher ardente, sexy e ela sempre conseguia o que ela queria. Explorar coisas novas era com ela mesma. Neste momento sentiu-se satisfeita por ser quem ela era.

Beijos feiticeiros, lábios quentes



Beijos enfeitiçados, seus beijos me atordoam
Enfeitiçam também seus olhos gulosos pelos meus lábios
O brilho que possuem quando me desejam são simplesmente incríveis.
Olhos da cor do mar, ensolarados ou com brilho de luar.
Misterioso, entra e sai sorrateiramente de minha vida
Aproxima-se quando sente o desejo esvairar,
Olhos translúcidos, dizem o que querem…
Porém algo me desvia de seu caminho…
Estremeço quando chegas perto de mim,
Sinto vibrar tudo aquilo que há em mim quando se aproxima
Quando seu cheiro passa por perto,
Sua pegada forte, o brilho do seu olhar,
Deixando rastros pelo ar, acelerando-me.
Fazem-me sentir prazer pelo mistério e o perigo
Atordoantes seus lábios, quando beijam o meu e enfeitiçam de tal forma
Inundam as areias como marés altas de noites de verão.
Calores fremidos sobem pelo meu corpo
Quando suas mãos sobem pelas minhas costas
Encaixando seu corpo ao meu
Da forma que tu me tocas e beija com carinho e volúpia
Seus olhos misteriosos, suas mãos abusadas, seus lábios quentes,
Fazem me perder num mar de sensações únicas
Entrego-me ao momento, ao prazer de sentir sua pele na minha,
Seu carinho e afagos, seu cheiro e a barba por fazer…
Barba esta que roçam sobre meu pescoço e nuca,
Descem sobre meu peito, barriga e coxas…
Faz-me o ar faltar de desejo,
Entorpecida de paixão, tesão,
Como cálice de vinho suave,
A doçura do momento quando desce a garganta…
Assim desce ele sobre a nudez de meu corpo,
As mãos amaciam sobre a luz,
Que iluminam as nuances de meu corpo.
Sobre mim, coloca-se em posição de dominância,
Olha-me com os olhos pequenos de desejo,
Com vontade, se junta com o calor do seu corpo ao meu
Agarra-me, encaixa-me, faz-me arrancar suspiros de desejos…
Beija-me a boca com doçura, delicadeza,
Sensualmente jogando seu corpo sobre o meu.
Diz-me coisas no ouvido: “delícia… gostosa…”
Ainda diz: “Tu sabes me fazer louco…”
A cada mistério do seu olhar faz-me desvendar
O que por traz deles há fazendo me perder num mar de volúpia?
Que energia é essa que nos circunda e envolve por inteiro?
Que lábios são esses que umedecem como chuvas de verão?
Que mãos suaves são essas que aquecem como raios de sol no inverno?
Que brasa é essa que queima, em chamas, incendeiam?
Prefiro não entender este mistério, somente senti-lo
Sem nada cobrar, nada pedir, nada querer,
Nada que faça perder nossa liberdade,
Somente desejá-lo em noites cálidas,
Em dias que meus desejos estão sob as mãos,
O desejo como um pássaro, aproximo-me, detenho-o,
Mas algo me desvia do seu caminho…
Camilla M. (16/09/08).

Leveza


Quero dançar como uma ave no céu em dia de pôr-do-sol,
Rodopiar igual uma ventarola que sobe para se unir ao céu,
Dançar com uma saia rodada, arrancando aplausos por onde passe…
Saia esvoaçante, balançando ao vento, muitos véus,
Dançar livre sobre o ar, como se fosse levantar vôo…
Flutuar, deixar o vendo levar, como uma dança, leve, livre, solto…
Ir ao infinito, voar no silêncio, além das montanhas, dos arco-íris…
Sentir o espírito livre, leve, flutuando… simples, belo e magnífico…
Camilla M. (27/03/08)

No outro plano


No outro plano
Pudesse eu em outra vida
Ter te conhecido a beira mar.
Na Luz do Sol e gaivotas a voar.
E eu a te olhar pudesse encontrar a minha vida,
Que pensava estar em outro lugar…
Em seu rosto sério vi um traço de tristeza
Seus olhos como um beijo azul
Encontrar dois elementos em um único lugar.
E eu a te olhar quis conversar,
Mas eu, nem para parar, parei…
O Sol batendo em nosso corpos
Dourando-os como d´ouro.
Olhando para o mar encontrei seu rosto.
Encontrando as ondas, seus lábios a me beijar.
A água sobre meu corpo, seus braços me envolvendo para dançar.
E o cheiro do mar, o seu perfume, sua marca.
A noite cai, volto a te ver.
Mas por outro olhar,
O olhar da escuridão, um ar misterioso, algo igual a noite sem luar.
Quando a brisa me toucou senti você chegar…
A estrela a brilhar, senti seus olhos me olhando…
E quando a Lua voltar a iluminar serão seus lábios a me beijar.
Ao amanhecer, encontro você
no raio do sol,
no reflexo do mar,
no desenho da areia,
seu nome nas rochas,
pelo cheiro do mar,
nas ondas a nadar…
Ao andar, encontro uma gaivotar a voar num choro
lembrando de seu olhar pus-me a chorar,
Por que mais aturar esta distância?
Está tão longe de chegar,
mas você tão perto… intocável.
Mas toquei em seu rosto, no seu corpo, senti o seu gosto…
Machuquei e acordei…
Acordei com o vôo da gaivota, que veio me avisar que iria me machucar…
Você me levou como um barco no horizonte para seus sonhos,
sonhos impuros e escuros.
Mas seu rosto, meu marinheiro…
Ah! Este sim, de moleque travesso.
Em seu olhar me perdi como o cantar das sereias…
Sonhei,
Sonhei pelos sete mares velejar,
velejar em teu olhar e voltar apenas para te amar.
Se a sereia te levar em seu lindo “sussurro”
Quero ser a última a te beijar,
pois quero te amar depois do “sussurro” e além da vida, da eternidade.
E depois irei escrever uma mensagem no mar
de que para sempre vou te amar…
(Camilla M. – 28/06/00)