O inconsciente ajudando a reconhecer os erros do passado profissional


Bom dia.
Vou escrever um sonho que tive esta noite e que me trouxe alguns entendimentos que até então, não estavam muito claros para mim. Existia mágoa, apego e incompreensão da situação que vivi em relação ao trabalho.
Estagiei numa empresa de grande porte e, houve algumas mudanças inclusive de chefe, que naquela época, não tinha a mesma maturidade que tenho em relação ao trabalho atualmente. Quando troquei de chefe fiquei perdida, pois um era mais atencioso, ensinava e orientava e, o outro, pedia o que queria e me deixava livre para fazer o que tinha de ser feito. Achava que chefe, tinha que ficar no pé cobrando prazos, datas e trabalhos a serem feitos.
Enfim, quando mudei de chefe, achei estranho, pois ele quase não vinha me trazer coisas novas, ficava caçando o que fazer e, muitas vezes, o pessoal da área já estava comprometido a fazer algo. Então, decidi ir falar com meu chefe sobre isso, pois me sentia incomodada em ficar de mãos abanando. Ele começou a me passar e ensinar coisas para fazer, demorei a princípio para fazer, pois eram muitas informações a serem trabalhadas, e que finalmente, foram realizadas. Comecei a exigir mais coisas para fazer e aprender, e ele me pediu para acompanhar o pessoal do laboratório e da produção. Sei que isso incomodou algumas pessoas na época, mas o que mais queria era aprender e crescer ali, só que não sabia como e nem para onde.
Neste meio tempo, quando ficava sozinha na sala, tinha muitas inspirações espirituais, insights e virava e mexia estava em meu antigo blog escrevendo sobre eles. Quando estava de saco cheio, ia fazer outras coisas em outro setor, já que meu trabalho os abrangia. A empresa era grande, e decidia, “andar”, levando documentações para outros setores que se envolviam com minha área.
Confesso que tinha uma postura muito menina, ria e conversava a toa e tudo e com todos, sem distinção. Para mim trabalhar ali, na época, era uma imensa diversão. Havia uma pessoa que não gostava de mim pois me achava infantil e ela declarava isso para qualquer um que viesse perguntar. De certa forma, percebia que as pessoas me levavam na brincadeira, mas não se importavam de vir falar comigo a respeito de minha postura, ou passar coisas novas as quais eu pudesse me ocupar. Afinal, havia muita gente “acomodada” em seus serviços naquele local, pegando assistentes e estagiários para passarem suas obrigações a eles e os próprios ficarem em suas salas apenas coordenando. Havia muita coisa a se fazer ali, mas nem todos tinham vontade de começar. Foi aí que começam alguns problemas, mandaram gente embora, estruturaram as equipes, realizaram inúmeras reuniões com os funcionários a fim de melhorar o serviço.
Nesta período, comecei a me interagir e compreender muitas coisas sobre a produção e o laboratório. Não tinha experiencia em muitas coisas ali e que para mim eram novas. Busquei em textos e pessoas o entendimento de como funcionava as coisas.
Por falta de capacidade não foi, mas simplesmente senti um descaso em relação a minha pessoa, por ser mulher e não ter engenharia o que para eles era o must have. Isso na minha visão pessoal. Na hora que chamei a responsabilidade para mim, meu estágio tinha finalizado e eles não quiseram me contratar. Descobri três meses depois que um estagiário que atuava comigo tinha sido contratado mas não em meu lugar.
Então, toda esta situação ficou incompreendida por mim. Fiquei frustada com outras coisas que aconteceram na época que acredito que tenham influenciado isso. A empresa era excelente, tinha ótimos benefícios e o ambiente era até que descontraído, havia muito mais homens que mulheres trabalhando, acredito que isso gerava alguns atritos ali dentro. Sei que atualmente não há mais muitas mulheres trabalhando no setor que atuei.
Admito que tive minha parcela de culpa, talvez eu mesma relaxei em alguns aspectos, fiquei acomodada, mas não foi por maldade ou propósito. Só sentia-me desmotivada quando alguma coisa nova não entrava. Perguntava-me muitas vezes se ficaria ali fazendo as mesmas coisas sempre sem que alguém se importasse. Era estranho, mas realmente o pessoal não tinha um interesse de me passar coisas. Acabei descontando isso em conversas na hora do trabalho e acessos à internet.
Em relação ao sonho desta noite trouxe-me a clareza das coisas. Sonhei que tinha ido a empresa conversar com meu ex chefe, cobrar um entendimento da situação, pois estava insatisfeita de me sentir culpada por tudo. Então, ele falou-em que eu conversava e brincava demais na hora do serviço, não levava as coisas tão a sério, ficava trazendo e fazendo coisas que não era do trabalho, ele falou “brinquedos”, mas na verdade era minha caixinha de som pois colocava musica para ouvir bem baixinho. Disse-me com todas as letras que não ia voltar atrás, pois acabei também atrapalhando o andamento de setores e que outras pessoas vieram reclamar de minha parte para ele.
Então, no auge de minha raiva defendi dizendo ao meu ex chefe tudo que sentia, que ele fazia descaso de mim, que não prestou nem para me ensinar coisas novas, cobrar-me as atitudes que ele queria que tivesse, não soube me moldar de acordo com seu estilo de trabalho, afinal, muitos chefes fazem isso. Querem que seus funcionários trabalhem ao seu estilo e conduta. Falei que ele não soube cobrar as coisas de mim, que compreendo que tive minha parcela de culpa. Nisso um rapaz que trabalhava na mesma sala que eu, estava perto no computador, somente ouvindo. Então, apontei para ele dizendo que tinha me dedurado para o chefe e que ele também muitas vezes ficava lá na sala comigo, conversando, vendo coisas na internet. Ainda teve o cinismo no sonho de negar que tinha falado algo.
Então, compreendi que aquele lugar não era para mim, se não fiquei por lá não foi por falta de competência de minha parte e sim de quem me coordenava em passar informações. Não souberam utilizar a minha inteligencia e mão de obra para o trabalho e então, vendo desta forma, agia de forma escapista, com conversas e o uso da internet.
Sei que houve uma época que meu chefe havia me dito que gostava de pessoas que soubessem “pescar sozinhas”, sei que muitas vezes tinha esta atitude, mas quando olhava para os lados e não tinha muito o que fazer, pois quando eu via, estava entretida com o trabalho que era de responsabilidade de outro.
Quando entrei no outro emprego após a esta experiência, isso me ajudou a crescer muito. Soube pescar sozinha muitas vezes, tive muitas dificuldades, mas consegui vencê-las. Fui muito bem reconhecida, mas levei o trabalho a ferro e fogo com muita responsabilidade. Cheguei a ficar doente pois para mim um erro era um desastre. Percebi que levei minha vida profissional aos extremos opostos e, hoje quero levá-la apenas ao caminho do meio, do equilíbrio e da tranquilidade para realização de meus trabalhos e tarefas.
Obrigada a Divindade e ao inconsciente por ter me proporcionado esta revelação.

Publicado por

Camila Moreira

Mulher, ama o conhecimento, o saber e a natureza. Formada em química, massoterapia e seu novo encontro com o Sagrado através da aromaterapia. Uma apaixonada pelas terapias alternativas e complementares e bem como pelas "logias" da vida.

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