****O Clã das Sacerdotisas****


Vestais

Há muitos anos perdidos na eternidade, existia um grupo de mulheres que eram muito importantes. Essas mulheres mantinham em segredo tudo sobre alta magia e a sabedoria esotérica que muitos buscavam.
Eram mulheres que viviam distantes do povo, porém muito perto, por que elas sabiam de tudo o que ocorria ali.
Eram fortes, doces e principalmente lindas, cada um sob sua forma.
Elas participavam de rituais secretos e festas com danças exóticas.
As pessoas tinham respeito e admiração por elas, mas um pouco de medo também, pois eram poderosíssimas e possuíam grande sabedoria e intuição.
Algumas delas eram senhoras, outras, meia idade e, o restante, jovens moças. As mais velhas eram as grandes sacerdotisas, quem detinham maior conhecimento e poder. Eram elas quem escolhia as garotas desde pequenas para participar do clã e transformarem-se em altas sacerdotisas.
Os homens de todas as estirpes procuravam-nas devido sua grande sabedoria, pois muitos queriam bênçãos, outros poder, outros sabedoria e ainda outros o caminho da iniciação.
Havia leitura de oráculos, de sorte, utilizando o Sagrado, para indicar a direção e os caminhos destes poderosos, sábios e guerreiros.
Somente as sacerdotisas iniciadas poderiam passar estes conhecimentos e fazer a leitura de oráculos, enquanto as mais jovens serviam e cuidavam do conforto e do local onde ali se instalavam.
Nas noites onde haviam rituais dedicados ao Sagrado, essas mulheres vestiam suas roupas de sacerdócio, túnicas brancas, rosas, azuis, amarelas, roxas, cheias de véus, ouro e pedras preciosas, utilizando-se do fogo e da música, dançavam e invocavam o Sagrado para trazer a sabedoria, abrir os caminhos e as bênçãos a Terra e ao povo. Eram rituais secretos, mas muitos homens poderosos assistiam guerreiros, soldados, mas só podiam participar se tivessem permissão.
Os rituais serviam ao bem mais elevado, ao Sagrado Espírito e, estas mulheres obedeciam perfeitamente estas leis, sem abusos, diziam a verdade e acima de tudo, estavam unidas pelo amor.
Elas dançavam em volta de grandes fogueiras, balançando suas ancas, entoando cânticos sagrados, passados pelos seus antepassados. Faziam com fervor e amor ao Sagrado, como se o próprio fogo as consumissem e tornavam-nas Unas.
Os homens somente observavam atentamente, sentiam respeito, admiração e reverência, achavam magnífico o balançar das sinuosas silhuetas, as nuances de seus rostos ao calor do fogo, todas aquelas mulheres, independente de suas idades, tornavam-se extremamente belas e atraentes.
Conforme o rito, os corações destas mulheres se tornavam Uno ao Sagrado, transformando na sua forma polarizada feminina, e assim, guiadas até aos homens, os quais eram escolhidos pelos seus corações, suas almas, para receber o júbilo e grandes bênçãos, partilhando da sabedoria e poder que buscavam.
Elas aproximavam-se dançando, traziam flores e o cheiro de jasmim, seus olhos sob a luz do fogo tornavam-se incandescentes de tanto brilho, o puro êxtase, suas auras eram puras e simplesmente irradiantes.
Os homens sentiam-se atraídos, independente se estas mulheres eram velhas ou jovens, elas procuravam-nos com olhos e suas mãos puxavam-nos para dentro da fumaça perfumada, reverenciavam em vozes, nos cânticos, ao Sagrado. Assim, aqueles homens eram guiados para cavernas, próximas as montanhas, onde ocorreriam as grandes iniciações, que eram a transmissão do poder do Sagrado Feminino em união ao Sagrado Masculino.
Essas uniões eram importantes pois traziam poder e proteção necessária aos guerreiros.
As Uniões Sagradas era o encontro de corpos e almas, polaridades yin e yang estavam se alinhando e unidade, tornando-se unidade, em comunhão total das bênçãos do Sagrado.
Essas mulheres eram doadoras, mas ao mesmo tempo, tinham uma vida solitária, pois não podiam se apaixonar, pois uma vez no caminho do sacerdócio, só fugindo para sair, embora que o dom seja reconhecido pelas altas sacerdotisas, elas, as iniciadas, mantinham a sabedoria e mesmo que estivessem longe, sentiriam que suas almas pertenciam a aquele lugar e ao Sagrado que as clamavam interiormente.
Muitos guerreiros se apaixonavam pelas sacerdotisas, pois experimentava nelas, o verdadeiro Amor Divino, e como conseguiam vislumbrar a beleza do Feminino ficavam maravilhados. Então, as sacerdotisas não podiam corresponder aos seus amores, mas o mínimo que podiam fazer eram transmitir um pouco de seus conhecimentos e entendimento do que tinham enxergado até então.
Das jovens sacerdotisas, muitas chegaram a se apaixonarem pelos homens que ali as procuravam pela sabedoria. Elas eram instrumentos Divinos e não era permitido que elas se entregassem antes dos ritos iniciáticos.
Nos rituais das cavernas, após a União Sagrada consumada, devido a doação da energia feminina, as sacerdotisas eram obrigadas a se retirarem de lá ao amanhecer, banhando-se nos primeiros raios solares da manhã, a fim de reenergizar seus centros de poder, deixando os guerreiros nus sob os véus dentro das cavernas.
Se uma sacerdotisa ficasse grávida, fruto das bênçãos das Uniões Sagradas, as crianças eram reverenciadas, sendo as meninas adotadas aos grupos de sacerdócio, e os meninos, eram treinados como soldados.
Algumas sacerdotisas abençoavam famílias com os Filhos Sagrados, as quais eram pais solitários que perderam filhos ou não conseguiam gravidez.
Elas não tinham remorso, mas saudades de seus filhos, frutos de seus ventres, mas sabiam que tinham que seguir seus caminhos e que eles eram protegidos pelo Sagrado.
Muitos homens se aproximavam do local onde as sacerdotisas ficavam mas os meninos soldados protegiam aquele lugar, respeitando as Leis do Sagrado e do clã das Sacerdotisas.
Só entrava quem tinha permissão e se era permitido.
Escrito por Camilla M; (22/01/2009).

Publicado por

Camila Moreira

Mulher, ama o conhecimento, o saber e a natureza. Formada em química, massoterapia e seu novo encontro com o Sagrado através da aromaterapia. Uma apaixonada pelas terapias alternativas e complementares e bem como pelas "logias" da vida.

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